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TV Gazeta do Litoral

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Vigilância Sanitária orienta ambulantes que trabalham na Festa do Padroeiro



Foto: Arnaldo Klajn/PMSS Aproximadamente 30 vendedores participaram da reunião

Situações relatadas pela categoria serão debatidas pelas secretarias competentes com o objetivo de melhorar a estrutura do local



Trabalhar de maneira adequada para evitar uma série de transtornos com a venda de alimentos e outros produtos na Festa do Padroeiro. Essa foi a orientação da Prefeitura de São Sebastião, por meio da equipe da Vigilância Sanitária (Visa), órgão ligado a Secretaria de Saúde (Sesau), aos ambulantes cadastrados durante reunião realizada nesta sexta-feira (11/1) nas dependências da Sesau. Cerca de 30 vendedores compareceram ao encontro.

O secretário de Saúde, Antônio Guilherme Duarte de Carvalho, iniciou o debate e afirmou que o objetivo da administração não é o de prejudicar ninguém. Segundo Carvalho, recentemente os fiscais da Visa realizaram intervenções no local, que foram determinadas por ele, em função do recebimento de várias denúncias. “Temos obrigação por lei de fiscalizar os vários tipos de comércio. Vamos intensificar a fiscalização e quero a parceria de vocês para trabalhar de maneira harmoniosa e dentro dos critérios exigidos”, disse o secretário.

De acordo com ele, os ambulantes precisam se adequar às normas. Uma das exigências é o armazenamento adequado dos produtos, os quais podem levar à morte se estiverem em condições inadequadas. É o caso, por exemplo, de alimentos que precisam ser conservados em temperatura ideal para não causar dano à saúde do consumidor por meio de intoxicação. “Tivemos casos, como em Paúba, que uma criança com diarréia precisou ser removida para São Paulo para não morrer”, informa. O problema se deu em função do consumo de alimento armazenado inadequadamente.

Uma outra questão abordada pelo secretário se refere à limpeza e a vestimenta e acessórios dos ambulantes, que devem utilizar luva, boné, avental, entre outros.

Durante a reunião, a Visa esclareceu algumas dúvidas da categoria e teceu comentários sobre o que a legislação estabelece como penalidades e condições de trabalhar. A temperatura ideal para conservar os salgados, por exemplo, é acima de 65º na estufa porque elimina as bactérias que causam a diarréia.





Geladeira

Um dos ambulantes quis saber porque a Prefeitura não autoriza o uso de freezer ou geladeira nas barracas. A medida, de acordo com ele, ajudaria a manter o produto na temperatura exigida pela Visa. “A gente abre e fecha o isopor e em meia hora o gelo vira água”, disse Damião Martins da Silva, 45, morador na Topolândia.

A colocação de geladeira ou freezer nas barracas não é permitida pela legislação tributária, mas é algo que pode sofrer alteração. Este ano, caso houvesse a possibilidade, a voltagem do local não suportaria a ligação dos eletrodomésticos porque a estrutura foi planejada sem a utilização de tais equipamentos. “Para a próxima festa será feito um estudo para redimensionar a distribuição de energia elétrica”, declarou a diretora da Visa, Márcia Saavedra de Souza. Ela também garantiu que os problemas apresentados pelos ambulantes serão tratados com as secretarias competentes.

Para a categoria, o encontro foi positivo. “Achei ótima a reunião porque aprendi mais como lhe dar com o ambiente de trabalho e também como manipular o alimento”, disse Maria Aparecida Lopes dos Santos, 40 anos, moradora no bairro Topolândia. “O trabalho da fiscalização é brilhante e necessário. Isso é importante para o município. É o que faz a cidade receber turistas que vêem que a higiene do comércio é boa”, conclui Agno Andrade Haine, 39 anos, que passou a morar em São Sebastião recentemente.

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